
O Brasil é um país de oportunidades. Muita gente acredita e sabe disso. Há séculos, o país recebe estrangeiros interessados em novos negócios, novos mercados. Olhando de fora, uma empresa do exterior sabe por onde começar? Não, dificilmente. É preciso estudo, planejamento e muito, muito conhecimento. Uma coisa é certa: as necessidades brasileiras em infraestrutura são muito visíveis. E apontam um caminho promissor. Por exemplo, as tecnologias em tratamento de água e efluentes. Há grande potencial de crescimento, afirma uma representante comercial dos Estados
Unidos, já pesquisando maneiras de ingressar neste mercado, em nome de algumas companhias norte-americanas. Outro setor que se organiza para receber investimentos de fora é o fotovoltaico brasileiro. Rodrigo Lopes Sauaia, Presidente-Executivo da Absolar, declarou, no primeiro semestre, em seu site, que o Brasil tem um valor imenso e a maior parte deste potencial ainda está inexplorado. Alertou para o grande espaço de desenvolvimento para o país. “Só em usinas de grande porte, o nosso potencial técnico segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) representa mais de 28.500 gigawatts, isso é equivalente, a 200 vezes toda a matriz elétrica brasileira que atualmente é de 150 gigawatts somando todos os tipos de fonte de energia.” E acrescenta que nos sistemas domiciliares, isto é, nos telhados das residências, segundo mapeamento técnico e teórico da EPE, o potencial inexplorado é de 164 gigawatts, mais que todo o potencial instalado no Brasil. Assim, só os telhados residenciais do país seriam capazes de suprir a demanda de mais de duas vezes dos domicílios brasileiros. O executivo destaca que atualmente o Brasil possui aproximadamente 80 megawatts operacionais da fonte solar fotovoltaica na sua matriz. Este horizonte está mudando rapidamente nos últimos anos. “Em 2016, tivemos um crescimento de 320% da geração distribuída solar fotovoltaica no ano. É um volume bem expressivo, saímos de 1.827 sistemas para mais de 7.600 sistemas de micro e mini gerações no Brasil. E a expectativa para os próximos anos é que esse crescimento continue acelerado.”
A propósito de fomentar novos negócios e expandir outros, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou o Banco de Informações de Geração (BIG) para divulgar uma série de dados que a Agência reúne sobre o parque gerador de energia brasileiro. O estudo faz parte de um programa da Aneel para universalizar e uniformizar as informações, dando conhecimento aos agentes do mercado, investidores estrangeiros e nacionais, autoridades governamentais, bem como a sociedade em geral, sobre a geração de energia elétrica no Brasil.
Fontes:
Publicado originalmente no LinkedIn em 13 de dezembro de 2017. Ver a publicação original
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