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Fontes renováveis

Energia que vem do ar

Por Fernando Schulman · 3 de outubro de 2017

Energia que vem do ar

Só existe um jeito de as energias renováveis aumentarem a fatia no mapa de consumo energético no Brasil: sendo economicamente viável e atraente, possibilitando investimentos internos e externos. Um exemplo disso é o panorama da energia eólica no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), instituição sem fins lucrativos, que congrega e representa a indústria de energia eólica no País, o Brasil tem alguns dos melhores ventos do mundo. E consolida a informação, citando o relatório 2015 Global Wind Market Report, do GWEC (Global World Energy Council). O estudo mostra que o país tem ventos três vezes superior à necessidade de eletricidade. A qualidade do vento e o fator de capacidade registrado ano após ano colocam, portanto, o Brasil em posição de destaque no cenário mundial de geração de energia eólica. Isso sem falar que os parques eólicos brasileiros decolaram apenas nos últimos seis anos, salientando o enorme potencial a crescer.

A situação atual apresenta-se desta maneira: positiva e aumentando a olhos vistos (confira o quadro de produção de energia eólica no Brasil, dados de 2017). Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e mostram o crescimento de geração de energia eólica em 25% somente durante os meses de janeiro a julho de 2017, com uma média de geração de 3.794 MW. O estado com maior produção foi o Rio Grande do Norte.

O crescimento e o potencial futuro têm atraído muitos investimentos para o Brasil. A ABEEólica calcula que, de aproximadamente US$ 80 bilhões investidos em energias renováveis no Brasil, desde 2006 até o ano de 2015, cerca 35% haviam sido direcionados para o segmento eólico, com um investimento acumulado de 1998 a 2015, somando US$28 bilhões.

Os 10 maiores estados produtores de energia eólica – 2017 (jan/jul)

1º - Rio Grande do Norte - 1.227 MW

2º - Bahia - 819 MW

3º - Rio Grande do Sul - 565,6 MW

4º - Ceará - 494 MW

5º - Piauí - 402,4 MW

6º - Pernambuco - 225,6 MW

7º - Santa Catarina - 27,5 MW

8º - Paraíba - 14,7 MW

9º - Sergipe - 7,4 MW

10º - Rio de Janeiro - 7 MW

(* fonte ABEEólica)

E estes números podem aumentar ainda mais, veja o gráfico com a projeção da WayCarbon para os anos além de 2017. ( http://blog.waycarbon.com/wp-content/uploads/2017/03/Matriz-Energetica-Brasileira.png)

Fontes:

http://www.abeeolica.org.br/

http://blog.waycarbon.com

Publicado originalmente no LinkedIn em 3 de outubro de 2017. Ver a publicação original

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