
Vivemos um paradoxo: de um lado pesquisas e inovações apontam para o uso de novas fontes de energias, como a biomassa, de outro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que ainda há milhares de lugares sem sequer iluminação elétrica. Não estaria aí uma boa oportunidade para investimentos, levando para regiões de difícil acesso, alternativas de energias limpas, renováveis e de baixo impacto ambiental? Vivemos um bom momento para a utilização das energias renováveis no mundo e o Brasil está inserido neste contexto.
Esta perspectiva consolida-se com a publicação, no ano passado, 2016, do Boletim Mensal de Energia (referência – dezembro/2016), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em que a biomassa passou a ser a segunda fonte de geração mais importante do Brasil, na Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE), com o registro de 8,8%, em 2016, superando os 8,1% de participação do gás natural.
A biomassa pode ser considerada um recurso natural renovável, enquanto que os combustíveis fósseis não se renovam a curto prazo. Assim, a biomassa é a matéria orgânica, que pode ser utilizada na produção de energia. As vantagens do uso da biomassa na produção de energia são o baixo custo, o fato de ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e ser bem menos poluente que outras fontes de energia como o petróleo ou o carvão. tipos de biomassa mais utilizados são: a lenha (já representou 40% da produção energética primária no Brasil), o bagaço da cana-de-açúcar, galhos e folhas de árvores, papéis, papelão, etc. A biomassa também é o elemento principal de diversos novos tipos de combustíveis e fontes de energia como o bio-óleo, o biogás, o BTL e o biodiesel. O assunto é vasto e este post representa somente o começo. A título de ilustração, veja as projeções para 2050.
Gráfico 1: Geração total de eletricidade – cenário revolução energética para 2050. De https://fomatheus.wordpress.com/2015/02/10
Fontes:
- Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia
- http://www.biomassabr.com/bio/
Publicado originalmente no LinkedIn em 10 de outubro de 2017. Ver a publicação original
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