
Todos que cuidam das despesas familiares ou empresariais sabem bem que a eletricidade é um dos maiores gastos mensais. Nas últimas décadas, esse montante tem crescido diante do número de equipamento eletrônicos que passaram a ser essenciais: as empresas precisam de computadores, impressoras e às vezes até mesmo servidores. Ar-condicionados aumentaram em número nas residências brasileiras na última década, além de aparelhos de TV e computadores.
Todos esses equipamentos têm gerado um aumento na conta de energia elétrica, e como nos tornamos dependentes de muitos eletrônicos, fica quase impossível não utilizar energia. Nos últimos 05 anos, o preço da energia elétrica no brasil subiu me 83%. E agora, com a inclusão das bandeiras tarifárias nas contas de energia, o que às vezes pode aumentar o valor da conta em até 10%.
Uma das formas encontradas por algumas famílias e empresas para reduzir esses gastos foi com a produção da energia solar. A energia fotovoltaica já tem sido utilizada há um bom tempo em países como Estados Unidos e Alemanha, mas somente nos últimos 03 anos o Brasil começou a crescer sua produção em níveis mais significativos.
Redução de energia pode chegar a mais de 95%
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a energia é produzida através de painéis solares que fazem a captação da luz solar e enviada ao inversor, uma peça que transformará a luz captada em eletricidade.
Embora o investimento inicial seja alto, segundo o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, quem o faz tem um retorno do investimento entre 04 a 07 anos com a redução da conta de energia.
Nos Estados Unidos, onde a energia fotovoltaica está mais desenvolvida já se pode perceber a redução dos gastos. A empresa americana Tesla criou um gráfico comparativo dos gastos de energia convencional e de quem já produz energia solar. Os valores chegam a ser impressionantes, provando que se pode economizar mais de 87% com energia solar:
Após a instalação, não é necessário mais gastos extras para gerar energia, porém não significa que não haverá mais conta de energia elétrica. Isso porque quando não há Sol, a produção diminui durante o dia e logicamente também não há produção durante a noite, passando-se então a consumir a energia fornecida pela concessionária que administra a rede elétrica. O uso dessa energia que gera esse custo e a utilização da rede de distribuição (que leva o nome de custo de disponibilidade) faz com que a conta de energia não consiga “zerar”. Essa taxa pode variar de acordo com o estado e o tipo da instalação (bifásica, trifásica, etc).
No entanto, há como conseguir uma redução de até 95% da conta de energia inicial em alguns meses. Isso porque em 2012 foi criada uma lei onde a energia excedente é depositada na rede, gerando um crédito junto a companhia elétrica. Esses créditos podem ser utilizados em até 60 meses pela unidade consumidora que produziu o excesso.
Minas Gerais, o estado campeão em produção e economia
Minas Gerais é o estado que mais tem expandindo os investimentos em usinas solares com 95,8 MW de produção. Também é o estado com maior quantidade de sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica, aqueles em que o próprio consumidor gera a energia consumida com painéis solares instalados em telhados de residências, comércios, indústrias, edifícios públicos, fazendas e sítios.
Algumas empresas mineiras, como supermercados que necessitam de energia 24 horas para refrigerar seus produtos, têm se beneficiado da energia solar reduzindo os valores. Comércios do interior de Minas que possuem painel solar conseguiram reduzir as contas de R$5 mil reais mensais de energia, para R$ 700 reais mensais. Com esse valor a empresa pode economizar mais de R$ 51 mil reais em apenas um ano.
De acordo com os dados do Governo, é provável que Minas Gerais assuma também, a posição de destaque na geração de energia solar por usinas de grande porte em breve. Outro fator que contribuiu para o crescimento da produção energética no Estado se deve ao fim da cobrança dobrada de imposto da energia solar. Minas foi o primeiro estado a eliminar a dupla tributação, aumentando ainda mais o interesse pelos painéis solares.
Para se ter mais clareza no que estamos falando, o portal solar colocou em números, a média de economia de uma empresa com produção de 120 KW no estado de Minas Gerais. Os valores possuem também uma estimativa para os próximos anos.
Como pode ser visto no gráfico, só em 2017 foi R$98 mil reais, e a previsão é que a economia aumente ainda mais. Estima-se que em 15 anos a economia seja de R$1.817.141,00.
Com a demanda pelos painéis solares em constante crescimento, os preços pelo equipamento tem se desenvolvido cada vez mais. Com isso, os valores dos painéis solares estão em queda, assim como o tempo para instalação. Com preços mais atrativos e facilitados para quem deseja começar a utilizar energia fotovoltaica vai crescer ainda mais.
Até o ano de 2026, o Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% na produção, com a meta de se produzir 2,5 GW de energia solar em 2019. Apesar de audaciosa, a meta aparenta ser viável, já que espera-se que o país termine 2018 com 1,9 GW de produção. Além disso, diversas empresas estrangeiras têm se interessado em criar novos parques fotovoltaicos no Brasil nos próximos anos, a maioria em Minas Gerais.
Fonte: Absolar e Agência Internacional de Energia (IEA)
Publicado originalmente no LinkedIn em 29 de novembro de 2018. Ver a publicação original
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